Por Jeovanir Mendonça
“De tudo o que se
tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o
dever de todo homem” (Ec
12.13)
Quem são os filhos de Deus? Essa pergunta é respondida por
João: “Mas, a todos quantos o receberam,
deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu
nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade
do homem, mas de Deus.” (Jo 1.12-13) Noutras palavras, todo aquele que a
princípio aceita Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador se torna
filho genuíno de Deus, logo, somos os filhos de Deus.
Em virtude disso, é de suma importância ressaltar que, tanto
os pais quanto os filhos, têm responsabilidades e obrigações a serem cumpridas,
nós, reles seres humanos que através do amor de Deus temos o privilégio de
sermos chamados seus filhos: “Vede que
grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus;
e, de fato, somos filhos de Deus.” (1Jo 3.1), também temos que cumprir
nossas obrigações de filhos, que, afinal de contas, não obtemos tal paternidade
mediante a atributos ou méritos próprios, e, é imprescindível o nosso contínuo
esforço para manter a proximidade e intimidade com nosso Pai.
Uma das formas de nos mantermos próximos a Ele vem mediante
a obediência e à observação das instruções contidas na sua palavra que ilumina
o caminho e guia o filho de Deus quando perdido sem saber o que fazer ou que
rumo tomar: “Lâmpada para os meus pés é a
tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Sl 119.105), e também nos
orienta sobre nossos sentimentos ou em que decisões tomar sem desagradar ou
ferir os princípios divinos instituídos: “Porque
a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de
dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e
medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.”
(Hb 4.12).
Muitos cristãos não sabem ou não procuram conhecer quais os
padrões divinos para uma vida em obediência a Ele, simplesmente se esquecem da
veracidade e poder da sua Palavra que serve para nos ajudar, consolar e nos
fazer caminhar com a cabeça erguida: “Pois
tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de
que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm
15.4), independentemente da data em que tudo foi escrito, a Palavra de Deus
ainda é viva e eficaz e nela contem os padrões divinos para uma vida em
obediência.
CRIADOS PARA OBEDECER
O significado de obedecer no dicionário é:
1. Mostrar obediência. 2.
Estar dependente. 3. Ceder. 4. Deixar-se guiar. 5. Cumprir, executar,
observar.
Logo vemos que:
1º Quem mostra obediência precisa conhecer bem as regras
onde gera dentro de si o temor, para não as quebrar; “O que despreza a palavra a ela se apenhora, mas o que teme o
mandamento será galardoado.” (Pv13. 13)
2º Quem obedece a Deus mostra que depende d’Ele para viver e
tomar suas decisões; independentemente se Ele disser sim ou não, o filho
sensato procura lembrar-se de tal dependência e assim, agradar ao seu Pai, “O filho insensato é tristeza para o pai e
amargura para quem o deu a luz. (Pv17. 25)
3º O servo obediente cede às suas vontades para obedecer à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”
(Rm 12.2);
4º Às vezes nos encontramos em aflição, confusos e sem
esperança, pois, tomamos caminhos que julgamos serem os corretos para nós e
nunca perguntamos a Deus se podíamos seguir por tais caminhos. Necessitamos de
sermos guiados por Deus, em todas as ocasiões de nossas vidas assim como o povo
de Israel “O senhor ia adiante deles,
durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, durante a
noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e
de noite.” (Ex 13.21)
5º Todo aquele que deseja agradar a Deus em obediência que
não é mais que nossa obrigação precisa cumprir seus mandamentos (ex. amar a Deus e ao próximo Mt 22.37,39),
executar suas ordens (ex. “ide” Mt 28.19)
e observar constantemente os mandamentos para lembrar de os cumprir e
ensiná-los (ex. sermão da montanha Mt
5.19) tornando assim, grande no reino dos céus.
Deus tem imenso prazer em abençoar um filho sensato
e obediente à sua vontade e aos seus mandamentos, inclusive aos filhos
obedientes à seus pais biológicos, “A
casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de
Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes
todos os seus preceitos, e tudo fizestes segundo vos ordenou, por isso, assim
diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe,
filho de Racabe, que esteja na minha presença” ( Jr 35.18-19). Tal
obediencia deve ser fruto do temor, amor e gratidão de nós, filhos de Deus,
para com Ele e, com certeza, além de cumprirmos nossa obrigação de obedecer
também seremos participantes das bençãos sem fim que Ele tem para nos dar em
vida.
O PROBLEMA DOS
RELIGIOSOS
O Evangelho de
Jesus Cristo no tempo em que vivemos, tem sido diluido e distorcido, onde
falsos ensinadores apresentam para as pessoas um evangelho de portas largas,
liberal e sem embasamento bíblico assim como Pedro escreve em uma de suas
cartas: “Assim como, no meio do povo, surgiram
falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais
introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de negarem
o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”(
2Pe 2.1)
Infelizmente
dentro ne muitas igrejas encontramos algo parecido com o que acontecia na época
de Jesus, uma pseudosantidade, que se baseia no cumprimento de rituais, os
quais, não levam ninguem à própria santidade, mas a ausencia de “alguns” desses
“rituais” não se trata de liberalismo, porém,
alguns desses modos de agir (rituais, se achar melhor) devem ser
associados à boa vontade no coração, ou seja, tudo feito com amor conforme
Paulo nos ensina: “sabendo, contudo, que
o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo
Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fossemos justificados pela
fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será
justificado.”(Gl 2.16) E, é bem verdade que a fé em Jesus causa temor e
obediencia à verdade e, mediante ao tempo associado ao estudo sistemático da
Palavra de Deus é deixado de lado esta pseudosantidade.
OBEDIÊNCIA E
ADORAÇÃO
Muitos cristãos
não sabem de fato o que é uma verdadeira adoração ao Pai. A adoração vem
mediante a várias práticas, entre elas podemos citar por exemplo, o ato de
dizimar, o respeito aos líderes da igreja entre outras práticas que revelam o
caráter de um verdadeiro adorador.
A adoração não se
restrige apenas quando algum pregador berra ao microfone: “-Levante a mão e
adore a Ele!”; Ou quando o grupo de louvor da igreja coloca todos de pés e
entoam um hino de louvor, tão somente quando participamos de um culto onde
deixamos lá fora tudo o que nos aflinge (assim fica fácil adorar), o ato de
adorar vem mediante a vários fatores que podem ser encontrados isolados ou em
conjunto, onde pdemos citar o louvor (música), honrar e santificar nosso corpo
etc, mas, adoramos também mediante à obediência.
Não adianta o
crente ir ao culto e dizer que é “levita de Deus” e não obedecer aos seus
princípios que levam uma vida de intimidade com Ele ao ponto de Deus se agradar
e declarar igual aos levitas pioneiros, “ Pelo que não terão herança no meio de seus irmãos; o
Senhor é a sua herança, como lhes tem dito” (Dt
18.2), não adianta obedecer ao pregador que levanta o animo de todos num
frenezi de adoração, e não obedecer aos princípios bíblicos para a ordem e
decência do culto, não adianta dizer que Deus olha é o coração das pessoas, se
tão somente a obediência for realidade das mesmas.
Quem obedece aos
mandamentos divinos também o adora em espírito e em verdade. A obediência é de
fato, um meio ao qual adoramos a Deus.