domingo, 18 de agosto de 2013

O chamado

Fui ver quem me chamava
Tinha um barulho, uma voz.
A voz tocava não os ouvidos, mas o coração
Dizia: - Vá às almas, vá às almas!
Recuei de imediato.
O coração, porém, me condenava:
-Covarde! Quando a morte chegar, a culpa é sua.
Não por medo da culpa,
Sim por amor, aceitei ir.
Comecei a enxergar rostos apavorados
Não agüentei!
-Espera! Já estou indo!
Não tenho nada de valor
Tenho a mim mesmo
E isso, é o que vos dou.
Aos que ficam sem entender
Não posso fazer nada!
Aquilo que é essência do meu coração
Não deixa os passos serem controversos
Meu sangue agora é deles, Abundante dentro de mim é o amor.
Almas, almas, almas, almas, é o barulho que meu coração faz agora
Sim, é difícil. Mas os sorrisos dessas almas me são por impulso

Quanto mais almas, mais feliz eu sou.

Jeovanir Mendonça

sábado, 3 de agosto de 2013

Dicas para professores de Escola Bíblica Dominical

Algumas dicas para nós, professores, estarmos apurados quanto ao ensino cristão eficaz.

"Quanto mais aumenta nosso conhecimento, mais evidente fica nossa ignorância."
 (John Kennedy)

Motivação – Estou trabalhando em um projeto na igreja em que congrego visando motivação dos ensinadores que comigo trabalham, estes tem feito um trabalho excelente, contudo, resolvi apresentar de forma simples e eficaz algumas dicas aos professores, visando o aperfeiçoamento dos mesmos inclusive o meu, levando em consideração que o conhecimento compartilhado, didática diligente e aperfeiçoamento empírico, venham a ser como um tesouro na vida de cada um. Embutido nisso, almejo aguçar a curiosidade e a avidez quanto ao aperfeiçoamento copioso dos mesmos. Espero que possamos crescer e fazer crescer na graça e no conhecimento aqueles que nos ouvem todos os domingos durante as aulas. Quem quiser copiar e levar aos professores de suas igrejas sinta-se a vontade. se é ensinar, haja dedicação ao ensino” Rm 12.7.

Testemunho – Um pré-requisito para ser um professor de EBD é ter um bom testemunho. Seria hipocrisia o professor ensinar (ensinar?) certos tipos de assuntos concernetes à vida cristã quando o mesmo não vive o que ensina, tornado assim, um pedantista. Paulo em sua segunda carta a Timóteo no capítulo dois, escreve uma recomendação que serve de exortação aos professores quanto ao testemunho. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar,” vv.15. Um bom ensinador cristão ensina primeiramente com seu modo de viver, é participativo nos trabalhos da igreja, não falta aos cultos facilmente, obedece e respeita sua liderança ministerial, tem uma boa índole e não tem do que se envergonhar quanto aos seus atos. Por outro lado, existem aqueles que até sabem algum conteúdo bíblico, contudo, não vive o verdadeiro evangelho ensinado pro Cristo, estes com certeza não tem a aprovação divina quanto ao ministério de ensino e não estão aptos a exercer nehum outro cargo dentro da casa de Deus.

Leitura bíblica diária – É inaceitável um ensinador cristão não ter lido a bíblia no mínimo uma vez na vida. O próprio nome da escola em que ensinam diz: Escola Bíblica Dominical, onde todo ensinamento é alicerçado na Palavra de Deus que é útil para ensinar (2 Tm 3.16).  Levando em consideração o tempo em que exercem tal função de ensinador, compete ao mesmo, a responsabilidade de ler a bíblia outras vezes, isso na medida em que vão se acumulando seus dias de fé. Além de ler todos os dias e estudar sistematicamente a bíblia, o professor deve exortar seus alunos a lerem também, afinal, isso faz parte do seu papel de ensinador cristão. Deus com certeza há de nos cobrar caso falhemos por negligencia. O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porque tu, sacerdote, rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus pessoal.” Os 4.6. Nós como ensinadores temos uma função fundamental e de bastante peso na vida do povo de Deus.

Dominar o assunto – Alguns professores, principalmente os que ensinam os mais novos, não se preocupam em dominar o assunto-tema em que lhes são atribuídos a ensinar aos alunos de sua classe; não tem embasamento bíblico na hora de expor os assuntos e não procuram conhecer mais sobre o mesmo, onde se dedica às pesquisas tanto bíblicas quanto em livros pertinentes ao tema que deve expor. Muitos se arriscam e fazem a palavra de Deus servir aos seus ideais, o que deveria ser totalmente o contrário, a Palavra de Deus muda os nossos ideais conforme os ideais divinos. O versículo a seguir nos deixa bem claro que um dos requisitos para sermos achados aprovados diante de Deus, é manejar bem a sua Palavra. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade.” 2 Tm 2.15. Seria também de grande ajuda os professores ficarem ligados nos acontecimentos da atualidade, pois, os assuntos hodiernos tem influenciado de maneira assustadora na formação e conduta ética-cristã da maioria dos nossos alunos, e alguns desses assuntos tem sido trabalhados dentro das classes de Escola Bíblica Dominical.

Jeovanir Mendonça 

“Entretanto, expomos sabedoria entre os experimentados; não, porém, a sabedoria deste século, nem a dos poderosos desta época, que se reduzem a nada; mas falamos a sabedoria de Deus em mistério, outrora oculta, a qual Deus preordenou desde a eternidade para a nossa glória;” 1 Co 2.6-7.

terça-feira, 30 de julho de 2013

O Eldorado do Evangelho

Informativo: A Última Trombeta

Em 1979, teve início o maior garimpo manual de ouro da história do Brasil. O garimpo de Serra Pelada, no município de Marabá no estado do Pará. Com a descoberta do ouro houve uma grande migração para esta região de nossa nação, estimando-se que a população que trabalhava extraindo ouro deste garimpo tenha atingido 100 mil garimpeiros. As condições de trabalho eram as piores possíveis com morte por soterramento e contaminações devido ao uso do mercúrio. Formaram-se em volta deste garimpo, pequenas vilas aonde os garimpeiros residiam e havia uma forte prostituição alimentada principalmente pelos recursos provenientes do garimpo. Nesta região os únicos que ficaram ricos foram os atravessadores que comercializavam o ouro que era extraído. Por volta de 1982, esta produção atingiu 16 toneladas de ouro. Todo este sistema era alimentado por grande cobiça gerando destruição de vidas que foram perdidas por acidentes e doenças provocadas pelas inadequadas condições de trabalho e fruto da crescente prostituição, nesta região que era considerada um eldorado por muitos.

            No presente século nós presenciamos o surgimento de um novo eldorado. O eldorado do evangelho. Podemos chamar também este eldorado do evangelho de “o outro evangelho” como bem cita o apóstolo Paulo em sua carta aos Gálatas 1:6,7 - “Admira-me que tão depressa estejais passando daquele que vos chamou na graça de Cristo, para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam, e querem transtornar o evangelho de Cristo.”. E realmente neste eldorado as pessoas se dizendo servos de Jesus Cristo, querem apenas transtornar o salutar ensino do verdadeiro evangelho. Assim como o garimpo descrito anteriormente que aguçou a cobiça de muitos, hoje alguns se dizem evangélicos porque esperam ganhos e manutenção de suas concupiscências através deste eldorado do evangelho. Senão vejamos: cantores que dizem louvar a DEUS, mas que estão apenas interessados em vender CDs e DVDs e fechar contratos com grandes gravadoras, inclusive cantores ditos evangélicos que assinam contrato com uma grande gravadora pertencente à rede de televisão líder de audiência no Brasil e inimiga do cristianismo. O surgimento de um novo tipo de ministro que não está registrado nas Escrituras: o pastor itinerante. Este se apresenta com diversos nomes: conferencista, seminarista, doutor, etc. Mas o principal ele não é: pastor. Vive a viajar e deixa a sua igreja na mão de terceiros sempre com suas ovelhas sendo ameaçadas pelo ataque do lobo, João 10:11-13 -  “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá sua vida pelas ovelhas. O mercenário a que não pertencem as ovelhas, não é o pastor. De modo que quando vê vir o lobo, deixa as ovelhas e foge. Então o lobo ataca o rebanho, e dispersa as ovelhas. O mercenário foge porque é mercenário, e não tem cuidado com as ovelhas.”. Gostam de festas, aonde assim como o mercúrio que contaminava os garimpeiros, vem com doutrinas deturpadas, e técnicas de psicologia para inflamar a emoção de crentes que nunca chegam ao pleno conhecimento da verdade e se identificam com estes falsos mestres; I Pedro 2:1-3 – Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos mestres, os quais induzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. E muitos seguirão as suas dissoluções, e por causa deles será blasfemado o caminho da verdade. Por ganância farão de vós negócio, com palavras fingidas. Para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e sua destruição não dorme.

            Neste eldorado verificamos a presença de outro personagem que assim como os garimpeiros que tiveram suas cobiças alimentadas pela descoberta de ouro em Serra Pelada, tem seus péssimos desejos alimentado por este outro evangelho: os falsos crentes que nunca experimentam o novo nascimento, João 3:3 – Jesus respondeu: Em verdade, em verdade te digo que quem não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Entulham as nossas igrejas e gostam de ouvir apenas que serão “abençoados” principalmente quando se trata de supostas bênçãos materiais. Gostam de glorificar o nome de DEUS quando o pregador afaga os seus egos. Nunca gostam de ouvir falar do juízo de DEUS reservado aos que dão lugar à carne e montam pequenas vilas provenientes das dissensões que causam na igreja, semelhante às vilas de garimpeiros ao redor de Serra Pelada, Gálatas – 5:19-21 – As obras da carne são conhecidas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, ciúmes, iras, pelejas, dissensões, facções, invejas, bebedices, orgias e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos preveni, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus.

            Vemos realmente, que o dito povo de DEUS não tem agradado ao seu DEUS. Em uma geração que a unção do Espírito é trocada pela aparência, precisamos novamente se humilhar na presença de nosso DEUS, combatendo contra esse sistema constituído e corrupto, denunciando-o a cada dia, antes que muitos sejam surpreendidos pelo soar da última trombeta.

Flávio de Souza Cardoso.
e-mail: flascardoso@hotmail.com
Itamar Fonseca dos Santos.
e-mail: fonsecaecia2010@hotmail.com

sábado, 27 de julho de 2013

O avanço do mundanismo e a letargia da igreja

Informativo: A Última Trombeta
       
Segundo a definição de dicionaristas a palavra mundo significa: 1. O planeta terra em sua totalidade; 2. Qualquer parte da terra e/ou os seres e coisa que há nela; 3. A população em geral; a raça humana; 4. O que faz parte de uma área específica de conhecimento ou atuação: Ex.: o mundo das letras. 5. O que representa grande quantidade, espaço ou importância: Ex.: Esta universidade é um mundo. Vemos que as definições anteriormente apresentadas representam concepções geográficas, linguísticas e antropológicas. No entanto, quando se fala de mundo na concepção cristã, entendemos que é um sistema estabelecido por Satanás que controla o homem e visa principalmente à rebelião contra DEUS e seu eterno governo; 1 Jo 1:15 – “Não ameis o mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”. Neste sistema de viver que chamamos de mundo o homem sob a tutela de Satanás vive em constante desobediência e conflito em relação a tudo que é referente a DEUS. Vemos o surgimento de seitas e religiões que dizem ser o caminho que conduzem a DEUS, aproveitando-se da ignorância do homem em relação às Escrituras. Também percebemos o surgimento de linhas filosóficas e científicas que procuram explicar a origem e o comportamento do homem negando inclusive a criação realizada por DEUS e mais grave ainda negando a existência do próprio DEUS; Sl 53:1 – “Diz o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, e têm cometido abominável iniqüidade; não há ninguém que faça o bem.”. O hedonismo que é  a busca incessante de prazer e bem-estar é outra faceta presente neste sistema e é a mola mestra para toda prática de prostituições, adultérios, fornicações e práticas homossexuais. O pluralismo e o relativismo são grandes ferramentas de Satanás e seus demônios neste sistema de viver afastando o homem do verdadeiro DEUS e dizendo que tudo é relativo e que cada linha doutrinária, filosófica e de comportamento tem um fundo de verdade. O sincretismo religioso é outro grande mal atrelado a este sistema organizado pelo príncipe deste mundo, visando a enganar os incautos que acreditam em “salvação” pelos seus próprios méritos.

            Se não bastasse todo este sistema orquestrado por Satanás, este ainda conta com alguns fatores que ajudam no avanço desse modo de viver que podemos chamar de mundanismo. A dita sociedade globalizada e competitiva onde, as pessoas precisam estar cada vez mais bem “informadas” e “atualizadas” com  jornais, revistas, internet e televisão, ditando moda, comportamento e relações humanas. Com um clique as pessoas se comunicam, compram, vendem, trabalham e se divertem ocupando a mente e impossibilitando o conhecimento de DEUS. Com esta livre circulação de informações, não fica difícil para o príncipe deste mundo, organizar este sistema de desobediência e constante depravação. Não fica trabalhoso disseminar suas práticas, suas doutrinas e seus costumes. Vejamos no mês que passou a aprovação de uma lei na Argentina que possibilita o casamento de pessoas do mesmo sexo: Is 10:1 – “Ai dos que decretam leis injustas, e dos escrivães que escrevem perversidades,”. Tornou-se a décima nação no mundo e a primeira da América Latina a aprovar este tipo de lei. No Brasil se discute uma lei para a legalização do aborto e outra lei que transforma qualquer tipo de comentário, considerado ofensivo, sobre o homossexualismo em crime de opinião. A pedofilia, pornografia e a idolatria têm avançado de maneira incisiva e a falta de pudor da presente sociedade mundial é uma das provas inequívocas que o mundanismo tem avançado de modo acelerado, sem contar as deliberadas perseguições a tudo que se refere à lei de DEUS, mesmo sendo confrontados com a sua criação; Rm 1:20,21 – “Pois os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que foram criadas, de modo que eles são inescusáveis. Pois tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes seus raciocínios se tornaram fúteis, e seus corações insensatos se obscureceram.”. Neste sistema de viver o homem é o centro das atenções, o grande ídolo que deve ser adorado e que não necessita mais do seu Criador.

            Diante destas abominações temos a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Desde o primeiro século da era cristã a igreja tem combatido contra este sistema perverso e corrupto, sendo homens piedosos martirizados, pela integridade do ensino e obediência do evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mas infelizmente no presente século verificamos uma situação estarrecedora que chamaremos neste texto de “a letargia da igreja”.

             Em exercício de seu ministério terreno, logo após a ressurreição, verificamos o estabelecimento da grande comissão por parte de Nosso Senhor Jesus Cristo; Mt 28:19,20 – “Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à consumação do século.”. Se verificarmos de modo despretensioso estes versículos, vemos as duas principais missões da igreja: o avanço do Reino de Deus pelo anúncio do evangelho e o ensino da palavra de Deus aos salvos em Cristo Jesus. Todavia, para a nossa desagradável surpresa tais missões são desprezadas pela igreja do presente século. Deste modo entramos em uma situação periclitante: o mundanismo avançando e a igreja se escondendo de sua responsabilidade Jr 48:10 – “Maldito aquele que fizer a obra do Senhor negligentemente! Maldito aquele que preservar a sua espada do sangue!”.

            Além da igreja não está fazendo as funções designadas pelo Nosso Senhor Jesus Cristo esta também tem sido alvo desse avanço do mundanismo. Nunca o mundo andou tão próximo da igreja como anda neste presente século. Podemos fazer a seguinte analogia. Jesus Cristo: o noivo; a Igreja: a noiva; o mundo: o amante. E muitos se dizendo cristãos, estão fazendo como Demas bem registrado pelo o apóstolo Paulo em sua segunda carta a Timóteo; 2 Tm 4:10a – Porque Demas me abandonou, amando o presente século”. Costumes que até então eram exclusividade do mundo estão dividindo o mesmo espaço com a igreja. Modismos e doutrinas destruidoras vem assolando o meio evangélico afinal, ser evangélico é pertencer a mais uma religião da moda, ao invés de ser genuinamente cristão; At 11:25,26 – “Partiu então Barnabé para Tarso, em busca de Saulo, e, tendo-o achado, levou-o para Antioquia. Por todo um ano se reuniram naquela igreja, e ensinaram muita gente. Em Antioquia os discípulos pela primeira vez foram chamados cristãos.”. Vemos mais uma vez nestes versículos o cuidado da igreja com o ensino e com a sã doutrina. A igreja do presente século atende a nichos mercadológicos, tendo seus ensinos, pregações, livros e cânticos voltados para o atendimento da classe média. Fala principalmente de bênçãos materiais e financeiras e transformou-se em um grande consultório psicológico como também em um grande balcão de empregos. Esta igreja do século 21 tem mais compromisso com a quantidade de membros do que com os que realmente serão salvos no dia do arrebatamento da igreja. Também vemos que esta é governada pela hermenêutica, homilética, exegese, grego e hebraico e não se fala em bom português a seguinte advertência feita pelo apóstolo Paulo; 1 Co 6:9,10 – “Vocês não sabem que os perversos não herdarão o reino de Deus? Não se deixem enganar: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem homossexuais passivos ou ativos, nem ladrões, nem avarentos, nem alcoólatras, nem caluniadores, nem trapaceiros herdarão o Reino de Deus.” (NVI). Os ditos “cristãos” do presente século não se preocupam com o verdadeiro testemunho de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Vivem a gritar Glória a Deus dentro dos templos mas quando estão diante da sociedade mundana comportam-se como os adeptos do mundanismo inclusive aprovando as obras desta dita sociedade; Rm 1:32 – “Embora tenham conhecimento da justiça de Deus (que são dignos de morte os que tais coisas praticam), não somente as fazem, mas também aprovam os que as praticam.”.

            Esta igreja do presente século é dominada também por um personagem moderno e atual: O profeta de bênçãos. Este tal é cheio de jargões e frases de efeito. Senão vejamos: “profetiza, determina, receba, tome posse da bênção, é hoje o dia da tua vitória (principalmente quando se trata de supostas bênçãos materiais e financeiras), quem chegou aqui cansado e angustiado, Deus tem algo para alguém, quem veio buscar a sua benção, Deus tem um chamado em sua vida, quem tem promessa de Deus”.  Estes profetas se esquecem que o primeiro chamado que o crente precisa ter é para a salvação e a promessa primordial é o da vida eterna para os que confessarem Jesus Cristo como Senhor e único Salvador. Podemos verificar também que estes profetas vivem a pular de igreja em igreja trazendo uma doutrina toda “especial” com “nova unção” e como o grande guru solucionando todos os problemas e são grandes psicólogos inflamando as massas com um discurso de prosperidade que cai bem nos ouvidos dos cobiçosos que os cercam. Ensinam que em nossas orações devemos exigir de Deus as nossas bênçãos.  E o que é mais importante: não primam pelo bom e exemplar testemunho mostrado pelo Nosso Senhor Jesus Cristo; 1 Tm 6:3-5 – “Se alguém ensina outra doutrina, e se não conforma com as sãs palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, e com a doutrina que é segundo a piedade, é soberbo, e nada sabe, mas delira acerca de questões e contendas de palavras, das quais nascem invejas, porfias, blasfêmias e ruins suspeitas, contendas de homens corruptos de entendimento, e privados da verdade, cuidando que a piedade é fonte de lucro.”. Vejamos nesta mesma carta a Timóteo, o que diz o apóstolo Paulo sobre o quê devemos tomar posse; 1 Tm 6:12 – “Combate o bom combate da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.”. Além do mais, nos exorta a combater o bom combate.

            Com base em tudo que foi apresentado, vemos que a igreja do presente século é como um grande feudo com seus suseranos e cercados por vassalos querendo cada vez mais, nutrir as suas cobiças, não realizando a sua missão principal que é combater o bom combate contra este sistema mundano e além do mais permitindo que tal sistema entre na igreja assim como o fermento que faz levedar toda a massa; 1 Co 5:6 – “Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento leveda toda a massa?”. Apresentemo-nos como uma noiva pura, de vestes limpas, inculpáveis e sem mácula; Dt 18:13 – “Permaneçam inculpáveis perante o Senhor, o seu Deus.”. E lembremos também que a igreja foi estabelecida pelo Nosso Senhor Jesus Cristo para ser a luz em meio a estas densas trevas e combater contra este sistema mundano como a coluna e esteio da verdade; 1 Tm 3:14,15 – “Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e esteio da verdade.”.

            Acordemos desta letargia; Ef 5:14 – “Pelo que diz: Desperta ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará.”, e combatamos contra o sistema mundano antes que sejamos surpreendidos pelo estrugir da última trombeta.

Escrito por: Flávio de Souza Cardoso.
e-mail: flascardoso@hotmail.com 
Idealizado por: Itamar Fonseca dos Santos.
e-mail: fonsecaecia2010@hotmail.com

quarta-feira, 24 de julho de 2013

As particularidades de se ensinar aos adolescentes

Três pontos fundamentais para se obter sucesso em sala de aula

O adolescente vive uma fase de muitos sentimentos e emoções, onde ele expressa suas forças e fragilidades, sua inteligência e irreflexões, bem como suas necessidades de aprender muitas coisas proveitosas para o presente e futuro de sua vida. É uma busca constante que conduz o pequeno jovem a querer encontrar respostas para seus questionamentos infindos sobre vários aspectos da vida. Nesse momento da vida, os conceitos, os conhecimentos e os propósitos que traçarão o seu futuro podem ser definidos.

Muitos adolescentes, considerados pelos pais ou parentes como já tendo maturidade suficiente para tocar a vida sem a companhia de “gente grande” por perto, são deixados sozinhos na maior parte do dia para cuidarem de suas próprias vidas e, às vezes, dos irmãos menores. É aí que está o perigo, pois empurrar os pequenos jovens, ainda em vários aspectos indefesos, para as piores práticas já vividas por alguns. Quando fogem do controle dos pais, eles podem seguir muitos caminhos errados e permitirem que suas vidas sejam influenciadas de várias formas. 

Ensinar adolescentes é um grande desafio, seja no lar, na escola pública ou particular, sejam as disciplinas da vida ou do curso, ou ainda a Palavra de Deus através da Escola Dominical. E a complexidade do problema aumenta a cada ano que passa. São vários os fatores que concorrem para o aumento da problemática da educação de adolescentes. Alguns desses fatores são a ausência dos pais na vida estudantil de seus filhos, as más companhias, a influência de alguns meios de comunicação, o despreparo de grande parte dos pais e professores, e por último a falta de perspectiva de vida da maioria de nossos pequenos jovens. Mas, qual deve ser a nossa atitude, como Igreja do Senhor? O que temos feito para conquistar os nossos adolescentes? Como temos contribuído para atraí-los para os caminhos do Senhor? Esses são questionamentos comuns que surgem quando contemplamos atitudes e comportamentos de muitos jovens adolescentes. 

Neste pequeno ensaio, consideraremos três pontos fundamentais para a análise e abordagem do presente tema.


Conhecer o adolescente

As primeiras e as maiores crises enfrentadas pelos adolescentes começam no próprio lar com os pais, já que, infelizmente, eles não estão preparados para lidar com as mudanças pelas quais os filhos sofrem. Os pais têm dificuldades para tratar da adolescência, quando os filhos não agem como crianças, como eles estavam acostumados; nem têm atitudes de adultos, porque ainda não têm essa percepção. Portanto, a vida em família tem sua pior fase quando os filhos entram na adolescência, principalmente quando não existe Deus nos corações para controlar essa situação. É inevitável surgir os desentendimentos, discussões, brigas, e a vida se torna um tanto desagradável pela falta do conhecimento dos pais em lidar com seus filhos nessa nova fase de suas vidas. 

Para nós, educadores, que prezamos pelas leis do ensino e abraçamos a responsabilidade de alcançar os nossos alunos com uma aprendizagem de qualidade, a todo instante descobrimos a importância que tem o conhecimento desse ser humano que cresce e aprende. Como ele vive? Quais as suas perspectivas e propósitos para o futuro? Quais são seus anseios? Quais suas reais necessidades? E, finalmente, quais suas carências afetivas? São perguntas que precisam ser respondidas por quem tem a responsabilidade de ensinar e educar adolescentes. 

Necessário se faz estudar a vida do adolescente, as situações comuns vividas nesse momento de sua vida, pois o conhecimento dos problemas enfrentados pelos nossos pequenos e novos jovens é fundamental para todos os educadores que desejam sucesso nesse aspecto da profissão. Educar adolescentes é diferente, exige estudo e preparação; do contrário, não seremos capazes de enfrentar com sucesso nenhum dos obstáculos que encontraremos pela frente. 

Consideramos a adolescência a faixa etária mais complexa de lidar, conviver e ensinar. Por outro lado, os nossos queridos jovenzinhos estão vivendo os anos mais fáceis de absorver os conhecimentos de que dependerão por toda a vida. Aqui está a preciosidade de buscar conhecê-los e alcançá-los com o que há de melhor: os ensinamentos da Palavra de Deus. 

Não podemos deixar escapar de nossas mãos uma oportunidade tão boa de ajudar os adolescentes a descobrirem as Verdades Sagradas. Conhecendo como vive e como se comporta o adolescente, facilitará, então, o desenvolvimento do nosso trabalho. 

Para termos mais sucesso nesse ponto, podemos buscar ajuda dos familiares dos adolescentes, na tentativa de conscientizá-los de como é importante para a educação deles, nesse momento crucial de suas vidas, a parcela de contribuição de cada membro da família, especialmente o envolvimento dos pais. Assim, o adolescente se sentirá valorizado e os pais, recompensados pela resposta que receberão de seus pequenos jovens.


Aproveitar o seu potencial

Por estarem em processo de formação, especialmente no desenvolvimento mental, os nossos queridos adolescentes aprendem com muita facilidade. Aproveitar sua potencial capacidade de absorver e apreender os conhecimentos que lhe farão crescer tanto na graça como no conhecimento de Deus e das coisas boas que estão ao seu redor é papel fundamental, primeiramente dos pais e também dos educadores cristãos. 

A adolescência é a fase onde acontecem as maiores mudanças da vida. Os questionamentos naturais da idade levam os adolescentes ao estudo, a pesquisa e a busca por respostas às suas muitas indagações. Eles gostam de participar de qualquer atividade que seja interessante; não gostam de estar parados, querem ler, falar, escrever, se movimentar. O certo é que eles sempre estão procurando o que fazer. 

Precisamos aproveitar toda essa energia e talento desse ser humano em pleno desenvolvimento. Todo esforço em buscar desenvolver temas apropriados é válido e proveitoso. Adolescentes gostam de discutir e, consequentemente, aprender assuntos que dizem respeito às práticas de suas vidas, como relacionamentos, adolescência, namoro, saúde, profissões, amor, casamento, família, vida, morte etc. E quando levamos esses temas para discussões em sala de aula, nos sentimos gratificados com o resultado obtido, pois geralmente eles se empenham na exposição de suas ideias com muita competência. Não há coisa melhor do que vê-los aprender da forma como eles mais gostam!

O educador dessa faixa etária deve estar preparado para ensinar de forma produtiva, e jamais deverá deixar de estudar e pesquisar esses aspectos tão importantes para o desenvolvimento do seu árduo ofício. Aproveitar o potencial de absorção do conhecimento existente em nosso adolescente é cooperar com o desenvolvimento de toda sua vida. 


Encontrar estratégias adequadas 

O processo ensino-aprendizagem acontece quando conseguimos atingir a atenção e o interesse de alguém. E com os adolescentes não é diferente. Como ensiná-los a Palavra de Deus, em dias tão difíceis? É necessário descobrir estratégias adequadas para aplicá-las no momento certo. Precisamos adaptar e usar dinâmicas que envolvam a participação dos nossos jovens, conscientizando-lhes da necessidade de Deus na vida, de como dependem do Senhor para viver em paz em um mundo tão corrompido. Levar o adolescente à leitura bíblica, à pesquisa e ao estudo da Palavra são pontos fundamentais para que possam tomar gosto pelas Verdades Sagradas. 

Em meio a tanta violência e ao envolvimento exagerado com equipamentos eletrônicos nessa era da comunicação rápida e fácil é que o adolescente vive, e se fascina com as facilidades e descobertas. O que podermos fazer como igreja ou como educadores que desejam investir esforços para envolvê-lo com as coisas espirituais? Todo esforço, seja da família, da igreja ou particular de nós, educadores cristãos, será válido para aproximar nosso adolescente de Deus. 

Junto com toda a criatividade que devemos ter para ensinar essa turminha distraída com tantas coisas do mundo ao seu redor, que tentam desvirtuá-los dos caminhos do Senhor, precisamos como líderes bem preparados ter uma vida espiritual equilibrada com oração e testemunho, porque tais coisas certamente os nossos queridos adolescentes sempre buscarão em nós. Seguir o exemplo de um bom líder espiritual também é vontade deles. 

Apresentando-lhes atividades interessantes, levando-os à discussão de temas com lições que podem ser aproveitadas para a prática do dia-a-dia de suas vidas cristãs, é possível alcançar muitos dos nossos jovens adolescentes com os ensinamentos da Palavra de Deus e fazê-los jovens de bom testemunho. 

Nunca devemos dar como castigo aos adolescentes a leitura bíblica. Nada obrigado vai trazer-lhes algum ensinamento, mas só poderá causarlhes aborrecimento e desinteresse. Cada atividade proposta ao grupo deve ser apresentada inicialmente com um propósito. Os porquês, os benefícios, como e quando vai ser útil à vida do adolescente são questões cruciais a serem pensadas por cada pai e educador cristão. Precisamos saber o momento certo de utilizarmos os recursos didáticos apropriados para o ensinamento que queremos transmitir naquela aula, palestra ou situação de aprendizagem. 

Nós, como educadores de adolescentes, devemos ser líderes determinados, corajosos, constantes estudiosos; devemos estar preparados para todas as situações adversas de nossa missão e buscar nos capacitarmos, lendo bons livros da área e também participando de cursos, palestras, congressos e seminários que possam contribuir de alguma forma para o nosso bom desempenho. 

A verdade é que se não conseguirmos alcançar os nossos adolescentes e ganhá-los para o Senhor, o mundo os ganhará de nós, coisa que jamais devemos permitir tanto como educadores quanto como líderes e pais. 

Verdadeiro desafio se nos apresenta: a educação de adolescentes nos moldes estabelecidos pela Palavra de Deus. No entanto, conhecendo melhor essa fase da vida, procurando aproveitar os potenciais conhecimentos de nossos adolescentes e formulando estratégias através das quais possamos alcançar as mentes e os corações de nossos pequenos jovens, estaremos no rumo certo da saudável educação de nossos alunos. Em nome de Jesus, ganharemos essa batalha! Ela é e será sempre nossa porque o Senhor está conosco! Amém!

Alderí Ribeiro de Moura Cruz é professora de Língua Portuguesa, coordenadora pedagógica de ensino na rede pública e é coordenadora do Departamento de Educação Cristã da Assembleia de Deus em Rio Branco (AC)

 Revista Ensinador Cristão - Ano 11 - Edição nº 43

terça-feira, 23 de julho de 2013

Confiando em Jesus


“Entrega o teu caminho ao SENHOR, confia nele, e o mais ele fará.” Salmos 37:5

Muitas das vezes exortamos as pessoas a confiarem em Deus, a entregar o teu caminho e tudo ele fará por nós. Como entregar o teu caminho a alguém que você não conhece?

Quando conhecemos a Jesus, deleitarmos em sua presença, descansamos,esperamos os seus designos, pois conhecemos a sua vontade; que e boa, perfeita e agradável. (Rm 1:1-2)

Jesus quando estava indo para as bandas de cesareia, indagou aos discípulos o que o povo dizia dele, os discípulos “responderam: uns dizem: Joao batista, outros: Elias; e outros: Jeremias ou algum dos profetas” (MT 16:14)  e vocês, que dizem sobre mim?”Pedro tomou a palavra e disse” tu es o cristo, o filho do Deus vivo.”

Pedro tomou a decisão de confiar em Jesus, e você, ainda está medindo forças com Ele?


Valter Alex

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Resumo do Evangelho Segundo João escreveu

João inicia o livro dando ênfase à natureza Divina de Jesus, e deixa bem claro que Jesus é eterno, que participou da criação do mundo e que desceu do céu para o seu povo, que por sua vez, não o recebeu como aquele a quem esperavam. Ele nos mostra a importância que João Batista teve no início do ministério de Jesus, onde o mesmo testifica que Jesus é aquele que havia de vim ao mundo, o Cristo, e usa expressões convincentes, bem como, “o Cordeiro de Deus”, “o Filho de Deus” e insiste em deixar claro que ele mesmo não o era. Alguns de seus discípulos ao crer em suas palavras resolvem seguir Jesus. Assim, nos primeiros capítulos do livro, vemos claramente a insistência do autor em deixar explícito que Jesus era de fato o Cristo prometido, o Salvador e o filho de Deus.

João escreve-nos que Jesus após começar seu ministério terreno realiza seu primeiro milagre, o qual, só é aludido neste evangelho em questão, que é o milagre de transformar água em vinho, o que foi bem notável aos seus discípulos no tocante a crerem nEle. Após este, João narra vários outros milagres no decorrer da caminhada de Jesus (não todos), os quais, serviram para atrair a atenção do povo e os fazer crer nEle. Além de alguns judeus, Jesus ganha a confiança de muitos samaritanos em virtude do testemunho de uma mulher, que na ocasião ficara maravilhada com suas palavras e com o fato de Ele ter revelado seus feitos. Jesus mostra assim, que a sua pregação se estendia a todos, e não somente aos judeus que o tinham rejeitado, mas também aos gentios.

João também mostra uma situação difícil em que os escribas e fariseus tentaram atribuir culpa em Jesus para que tivessem algo em que condená-lo. Nesta ocasião surpreenderam uma mulher no ato do adultério, e a levaram até Jesus para saber sua opinião; imaginavam tê-lo colocado contra a parede, pois, ninguém tinha autoridade para mandar matar alguém se não Roma, contudo, a lei que os judeus seguiam condenava o adultério com pena de morte por apedrejamento. Tinham a intenção de fazer Jesus entrar em contradição ou com a lei ou com Roma. Jesus então com tamanha sabedoria e serenidade diz algo que surpreende a todos: “Aquele dentre vós que não tem pecado, seja o primeiro a atirar a primeira pedra”. Todos surpreendidos com tais palavras se retiram de sua presença frustrados.

É-nos narrado Jesus ensinando em várias ocasiões, no entanto, muitos não entendiam seus ensinos e suas palavras, alguns as tinham como blasfêmia, outros diziam que Ele estava possesso por demônios. O povo dividia-se em opiniões, alguns creram outros não, mas alguns das autoridades religiosas também creram nEle mas não tinham coragem de o dizer. Grande parte dos seus discípulos deixou de segui-lo, pois achavam suas palavras pesadas demais. João registra em várias passagens Jesus dizendo que aquele que o amava guardaria suas palavras e as praticaria, já o que não o amava nada disso faria o que através desta passagem – onde os discípulos o abandonam – fica bem claro.

Jesus sempre dizia palavras que indicavam a sua morte, que Ele voltaria para buscar os seus, que Ele estaria cumprindo a vontade do Pai – morrer para salvar – e que mandaria o Espírito Santo para habitar no meio de nós depois que Ele voltasse para o lugar de onde veio, sem falar que o autor sempre narra as palavras em que Jesus diz ser o filho de Deus, ser o Messias, e que Ele e o Pai eram um só. Tudo isso as autoridades religiosas e alguns judeus não concordavam o que levou a perseguirem Jesus procurando o matar.

Contaram com a ajuda de Judas Iscariotes, um discípulo de Jesus que ouviu suas duras palavras e não o abandonou como alguns outros, entretanto, Jesus o conhecia no íntimo desde o princípio. Depois que Judas entregou Jesus, o levaram para ser interrogado, mas queriam que Ele fosse morto, então foram à autoridade romana, Pilatos, para que ele autorizasse sua morte, que a princípio protelou, mas logo cedeu à pressão da multidão. Jesus foi levado ao vitupério saciando assim a vontade do povo e de Deus.

A maioria das profecias sobre Jesus se cumpriu. Veio, foi entregue às autoridades humanas, morreu com morte de cruz, suas vestes foram divididas por sorte entre os soldados romanos e nenhum de seus ossos se quebrou durante a crucificação entre outras. Jesus Cristo ao terceiro dia ressuscitou. Depois disto Ele apareceu aos discípulos ainda três vezes, conversou com eles, os encheu do Espírito Santo, e na última vez que apareceu a eles chamou a Simão Pedro para iniciar um ministério. João, o autor deste evangelho, viu, viveu e escreveu estas coisas. No decorrer da narração dos fatos João referia a si mesmo como o “discípulo a quem Jesus amava”.

Este evangelho em estudo é de caráter singular e visa mostrar indubitavelmente que Jesus é Deus, que é o salvador do mundo, que mandará o Espírito Santo e que voltara para buscar os que o amam.


Jeovanir Mendonça

sábado, 20 de julho de 2013

Itinerante Mercenário

Atrasado quarenta minutos, chega o pregador,
Cério, cara fechada, terno brilhante, Imóvel.
Prestígios de pé ele recebe, tem sua oportunidade.
Sotaque de pregador, versículo do velho testamento;
Benção, vitória, noite marcada. Ô glória!
Apelo, meia hora de oração, e nada...
Cadê esses anjos que ele tanto fala? Só ele vê?
Veio o amém afinal.
Segunda-feira, tudo volta ao normal
Parece que nada mudou...
E do pregador, só temos o tchau.
Jeovanir Mendonça                                                                                                                


Obedecer é o mesmo que adorar?

Por Jeovanir Mendonça

“De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus e guarda os seus mandamentos; porque este é o dever de todo homem” (Ec 12.13)
  
Quem são os filhos de Deus? Essa pergunta é respondida por João: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (Jo 1.12-13) Noutras palavras, todo aquele que a princípio aceita Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador se torna filho genuíno de Deus, logo, somos os filhos de Deus.

Em virtude disso, é de suma importância ressaltar que, tanto os pais quanto os filhos, têm responsabilidades e obrigações a serem cumpridas, nós, reles seres humanos que através do amor de Deus temos o privilégio de sermos chamados seus filhos: “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai, a ponto de sermos chamados filhos de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus.” (1Jo 3.1), também temos que cumprir nossas obrigações de filhos, que, afinal de contas, não obtemos tal paternidade mediante a atributos ou méritos próprios, e, é imprescindível o nosso contínuo esforço para manter a proximidade e intimidade com nosso Pai.

Uma das formas de nos mantermos próximos a Ele vem mediante a obediência e à observação das instruções contidas na sua palavra que ilumina o caminho e guia o filho de Deus quando perdido sem saber o que fazer ou que rumo tomar: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos.” (Sl 119.105), e também nos orienta sobre nossos sentimentos ou em que decisões tomar sem desagradar ou ferir os princípios divinos instituídos: “Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração.” (Hb 4.12).

Muitos cristãos não sabem ou não procuram conhecer quais os padrões divinos para uma vida em obediência a Ele, simplesmente se esquecem da veracidade e poder da sua Palavra que serve para nos ajudar, consolar e nos fazer caminhar com a cabeça erguida: “Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” (Rm 15.4), independentemente da data em que tudo foi escrito, a Palavra de Deus ainda é viva e eficaz e nela contem os padrões divinos para uma vida em obediência.


CRIADOS PARA OBEDECER

O significado de obedecer no dicionário é:

1. Mostrar obediência. 2. Estar dependente. 3. Ceder. 4. Deixar-se guiar. 5. Cumprir, executar, observar.

Logo vemos que:

1º Quem mostra obediência precisa conhecer bem as regras onde gera dentro de si o temor, para não as quebrar; “O que despreza a palavra a ela se apenhora, mas o que teme o mandamento será galardoado.” (Pv13. 13)

2º Quem obedece a Deus mostra que depende d’Ele para viver e tomar suas decisões; independentemente se Ele disser sim ou não, o filho sensato procura lembrar-se de tal dependência e assim, agradar ao seu Pai, “O filho insensato é tristeza para o pai e amargura para quem o deu a luz. (Pv17. 25)

3º O servo obediente cede às suas vontades para obedecer à “boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Rm 12.2);

4º Às vezes nos encontramos em aflição, confusos e sem esperança, pois, tomamos caminhos que julgamos serem os corretos para nós e nunca perguntamos a Deus se podíamos seguir por tais caminhos. Necessitamos de sermos guiados por Deus, em todas as ocasiões de nossas vidas assim como o povo de Israel “O senhor ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite.” (Ex 13.21)

5º Todo aquele que deseja agradar a Deus em obediência que não é mais que nossa obrigação precisa cumprir seus mandamentos (ex. amar a Deus e ao próximo Mt 22.37,39), executar suas ordens (ex. “ide” Mt 28.19) e observar constantemente os mandamentos para lembrar de os cumprir e ensiná-los (ex. sermão da montanha Mt 5.19) tornando assim, grande no reino dos céus.

Deus tem imenso prazer em abençoar um filho sensato e obediente à sua vontade e aos seus mandamentos, inclusive aos filhos obedientes à seus pais biológicos, “A casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Pois que obedecestes ao mandamento de Jonadabe, vosso pai, e guardastes todos os seus preceitos, e tudo fizestes segundo vos ordenou, por isso, assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel: Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Racabe, que esteja na minha presença” ( Jr 35.18-19). Tal obediencia deve ser fruto do temor, amor e gratidão de nós, filhos de Deus, para com Ele e, com certeza, além de cumprirmos nossa obrigação de obedecer também seremos participantes das bençãos sem fim que Ele tem para nos dar em vida.


O PROBLEMA DOS RELIGIOSOS

O Evangelho de Jesus Cristo no tempo em que vivemos, tem sido diluido e distorcido, onde falsos ensinadores apresentam para as pessoas um evangelho de portas largas, liberal e sem embasamento bíblico assim como Pedro escreve em uma de suas cartas: “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de negarem o Soberano que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição”( 2Pe 2.1)

Infelizmente dentro ne muitas igrejas encontramos algo parecido com o que acontecia na época de Jesus, uma pseudosantidade, que se baseia no cumprimento de rituais, os quais, não levam ninguem à própria santidade, mas a ausencia de “alguns” desses “rituais” não se trata de liberalismo, porém,  alguns desses modos de agir (rituais, se achar melhor) devem ser associados à boa vontade no coração, ou seja, tudo feito com amor conforme Paulo nos ensina: “sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fossemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado.”(Gl 2.16) E, é bem verdade que a fé em Jesus causa temor e obediencia à verdade e, mediante ao tempo associado ao estudo sistemático da Palavra de Deus é deixado de lado esta pseudosantidade.


OBEDIÊNCIA E ADORAÇÃO

Muitos cristãos não sabem de fato o que é uma verdadeira adoração ao Pai. A adoração vem mediante a várias práticas, entre elas podemos citar por exemplo, o ato de dizimar, o respeito aos líderes da igreja entre outras práticas que revelam o caráter de um verdadeiro adorador.

A adoração não se restrige apenas quando algum pregador berra ao microfone: “-Levante a mão e adore a Ele!”; Ou quando o grupo de louvor da igreja coloca todos de pés e entoam um hino de louvor, tão somente quando participamos de um culto onde deixamos lá fora tudo o que nos aflinge (assim fica fácil adorar), o ato de adorar vem mediante a vários fatores que podem ser encontrados isolados ou em conjunto, onde pdemos citar o louvor (música), honrar e santificar nosso corpo etc, mas, adoramos também mediante à obediência.

Não adianta o crente ir ao culto e dizer que é “levita de Deus” e não obedecer aos seus princípios que levam uma vida de intimidade com Ele ao ponto de Deus se agradar e declarar igual aos levitas pioneiros, “ Pelo que não terão herança no meio de seus irmãos; o Senhor é a sua herança, como lhes tem dito” (Dt 18.2), não adianta obedecer ao pregador que levanta o animo de todos num frenezi de adoração, e não obedecer aos princípios bíblicos para a ordem e decência do culto, não adianta dizer que Deus olha é o coração das pessoas, se tão somente a obediência for realidade das mesmas.

Quem obedece aos mandamentos divinos também o adora em espírito e em verdade. A obediência é de fato, um meio ao qual adoramos a Deus.


sexta-feira, 19 de julho de 2013

O que são os dons espirituais?


Os dons espirituais são dotações e capacitações sobrenaturais que o Senhor Jesus através do Espírito Santo, da à sua igreja, visando a expansão universal da sua obra e a edificação dos santos. Pelos dons, segundo o Espírito, o crente fala, conhece e age sobrenaturalmente. E tem algo importante que precisamos ter em mente, dons espirituais não são evidencias concretas de crentes salvos (e.g. a igreja em Corinto), antes, o fruto do Espírito Santo (Gl 5.22) é evidencia clara de um crente salvo em Cristo Jesus.

Ao contrário do que pensavam alguns crentes de Corinto, os dons espirituais, tem sua origem no Único e Verdadeiro Deus Triúno – o Espírito Santo: “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.” (1 Co 12.4), o Senhor Jesus: “E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.”, (1 Co 12.5), e Deus Pai: “E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.”, (1 Co 12.6). Os crentes de Corinto, antes, acreditavam em vários deuses, mas Paulo lhes ensina que existe só um Deus, eternamente subsistente em três pessoas: o Pai, o Filho e o Espírito Santo: “A graça do nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vos.” (2 Co 13.13).

Objetivos dos dons espirituais – Primeiramente os dons são concedidos para a edificação da igreja do Senhor, mas também para o crescimento do crente (1 Co 14. 1-4).

Objetivos congregacionais – Os dons espirituais, principalmente os de elocução, visam à edificação, consolação e exortação do povo de Deus.

Objetivos individuais – Os dons individuais nunca devem ser usados para o nosso agrado, mas para o enriquecimento da nossa vida cristã. Quem é batizado com o Espírito Santo e fala em línguas, em seu espírito ora, exalta e louva a Deus secretamente.

OS DONS PODEM SER CLASSIFICADOS?

Embora exista uma diversidade de sons, podemos enumerar no mínimo três grupos de manifestações esporádicas do Espírito Santo em um culto a Deus (1 Co 12.4-11).
Os dons de manifestação verbal – Os dons de expressão verbal ou dons de elocução são os que tem mais destaque na igreja. Tais dons se manifestam sobrenaturalmente por meio de mensagens orais, segundo a orientação do Espírito Santo. São eles:

  1. Dom de variedade de línguas – Esse dom proporciona ao crente, orar e louvar a Deus de modo sobrenatural. É uma comunicação direta com Deus, mediante o Espírito Santo, sem quaisquer impedimentos.
  2. Dom de interpretação de línguas – É claro que esse dom funciona em conjunto com o dom anterior citado, formando assim uma profecia.
  3. Dom de profecia – A profecia é enunciada claramente no idioma de quem a profere. Hoje, não tem a mesma autoridade canônica das Escrituras, que são infalíveis. Mas a profecia atual deve ser julgada. “E falem os profetas, dois ou três, e outros julguem.” (1 Co 14.29)
Os dons de saber – Através dos dons de saber a igreja de Cristo manifesta sabedoria, ciência e discernimento sobrenaturais. Eles são de suma importância ao povo de Deus, pois, os habilita a entenderem muito mais e a combaterem os espíritos do erro e suas artimanhas. São eles:

  1. O dom da palavra da sabedoria – É a capacidade de saber de forma extraordinária e sobrenatural sobre as coisas de Deus.
  2. O dom da palavra da ciência – Este dom proporciona ao portador uma capacidade extraordinária e sobrenatural de obter conhecimento.
  3. O dom de discernir os espíritos – É a capacidade de discernir sobrenaturalmente as operações de espíritos quanto à sua origem e intenções.
Os dons de poder – Mediante os dons de poder, a autoridade e o poder divinos manifestam-se no crente de maneira sobrenatural sobre o mundo físico.

  1. Dom da fé – É a operação sobrenatural da fé para realizar as coisas impossíveis.
  2. Os dons de curar – São um dom plural. A palavra “curar”, no original grego, está no plural indicando diferentes tipos de “curas” para vários tipos de moléstias ou enfermidades.
  3. Dom de operação de maravilhas – São operações de milagres extraordinários surpreendentes e espantosos para levar os incrédulos à conversão e fortalecer os crentes fracos. (e.g. fazer um olho que não existia nascer, fazer uma perna curta crescer ao tamanho normal).

É POSSÍVEL TER TODOS OS DONS ESPIRITUAIS?

Os “dons espirituais” são a manifestação do Espírito na igreja, os quais manifestam a glória de Deus, edificam os crentes e atraem os pecadores. Em momento algum lemos nas escrituras que os cristãos tem que ter todos os dons espirituais, antes, a passagem da 1ª carta aos Coríntios no capítulo 12 nos ensina o contrário, a saber:

No versículo oito lemos o seguinte: “Pois, para um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria;”, logo vemos um termo conectivo que completa a frase, as palavras “para outro” antes de continuá-la. Essas palavras, bem como “a outro”, nos exprime a idéia de diversificação; entendemos assim, que, os dons são distribuídos aleatoriamente entre os cristãos, e não que todos os dons são direcionados ao mesmo cristão, também não deixa a idéia de que, alguns possuiriam todos os dons se quisessem e outros não, ainda porque, ao lermos outras passagens bíblicas neo-testamentárias percebemos que são inúmeros os dons espirituais existentes, contudo, essa passagem em questão nos menciona apenas os principais. Entendemos isso quando lemos: Rm 12:6-8; Ef 4:11-12.

O Espírito Santo distribui os dons como bem-entender: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas, distribuindo para cada um como quer.” (v.11). Paulo também ensina no versículo 31, a buscarmos com zelo “os melhores dons”, esta palavra – melhores – nos dá a entender que não teremos todos, mesmo que buscarmos conforme aprendemos no v.11, significando assim que passaremos pelo crivo do Espírito Santo, o que, nos mostra que não teremos de forma alguma todos os dons que queremos apenas os melhores, os quais foram aprovados pelo crivo do Espírito Santo.

A partir do versículo 12, Paulo completa a idéia explicando o porquê de os dons serem distribuídos aleatoriamente. Ele nos compara a membros de um mesmo corpo. No versículo 19, ele nos leva a refletir sobre a questão discutida até então; Se todos tivessem todos os dons, ou seja, “se todos fosse um só membro”, que serventia esse membro teria no corpo, ou, onde estaria o corpo? Concluímos então que, não necessitamos ter todos os dons, ainda porque, mesmo que quiséssemos, não seria possível, pois Deus nos fez como partes de um corpo e, “o corpo não é um só membro, mas muitos.” (v.14).

CONCLUSÃO

Todos os dons espirituais são imprescindíveis à igreja e aos crentes. Por esta razão devemos buscar com zelo os melhores dons, afinal eles são uma maravilhosa dádiva da graça divina ao nosso dispor, mesmo assim, temos que ter a consciência de que Deus tem propósitos em nos dar alguns dons, o que não deveríamos esquecer em momento algum. Nem Jesus usou seus dons para o seu próprio bem, antes, foi um servo dotado de dons a servir a humanidade, o que devemos seguir. O fato de termos certos dons, não nos faz melhor ou mais espiritual do que o nosso irmão que não o tem, pois, como parte de um corpo dependemos um do outro e nos completamos. “Procurai com zelo os melhores dons...”

Por Jeovanir Mendonça