João inicia o livro dando
ênfase à natureza Divina de Jesus, e deixa bem claro que Jesus é eterno, que
participou da criação do mundo e que desceu do céu para o seu povo, que por sua
vez, não o recebeu como aquele a quem esperavam. Ele nos mostra a importância
que João Batista teve no início do ministério de Jesus, onde o mesmo testifica
que Jesus é aquele que havia de vim ao mundo, o Cristo, e usa expressões
convincentes, bem como, “o Cordeiro de Deus”, “o Filho de Deus” e insiste em
deixar claro que ele mesmo não o era. Alguns de seus discípulos ao crer em suas
palavras resolvem seguir Jesus. Assim, nos primeiros capítulos do livro, vemos
claramente a insistência do autor em deixar explícito que Jesus era de fato o
Cristo prometido, o Salvador e o filho de Deus.
João escreve-nos que Jesus após
começar seu ministério terreno realiza seu primeiro milagre, o qual, só é
aludido neste evangelho em questão, que é o milagre de transformar água em
vinho, o que foi bem notável aos seus discípulos no tocante a crerem nEle. Após
este, João narra vários outros milagres no decorrer da caminhada de Jesus (não
todos), os quais, serviram para atrair a atenção do povo e os fazer crer nEle.
Além de alguns judeus, Jesus ganha a confiança de muitos samaritanos em virtude
do testemunho de uma mulher, que na ocasião ficara maravilhada com suas
palavras e com o fato de Ele ter revelado seus feitos. Jesus mostra assim, que
a sua pregação se estendia a todos, e não somente aos judeus que o tinham rejeitado,
mas também aos gentios.
João também mostra uma situação
difícil em que os escribas e fariseus tentaram atribuir culpa em Jesus para que
tivessem algo em que condená-lo. Nesta ocasião surpreenderam uma mulher no ato
do adultério, e a levaram até Jesus para saber sua opinião; imaginavam tê-lo
colocado contra a parede, pois, ninguém tinha autoridade para mandar matar
alguém se não Roma, contudo, a lei que os judeus seguiam condenava o adultério
com pena de morte por apedrejamento. Tinham a intenção de fazer Jesus entrar em
contradição ou com a lei ou com Roma. Jesus então com tamanha sabedoria e
serenidade diz algo que surpreende a todos: “Aquele dentre vós que não tem
pecado, seja o primeiro a atirar a primeira pedra”. Todos surpreendidos com
tais palavras se retiram de sua presença frustrados.
É-nos narrado Jesus ensinando
em várias ocasiões, no entanto, muitos não entendiam seus ensinos e suas
palavras, alguns as tinham como blasfêmia, outros diziam que Ele estava
possesso por demônios. O povo dividia-se em opiniões, alguns creram outros não,
mas alguns das autoridades religiosas também creram nEle mas não tinham coragem
de o dizer. Grande parte dos seus discípulos deixou de segui-lo, pois achavam
suas palavras pesadas demais. João registra em várias passagens Jesus dizendo
que aquele que o amava guardaria suas palavras e as praticaria, já o que não o
amava nada disso faria o que através desta passagem – onde os discípulos o
abandonam – fica bem claro.
Jesus sempre dizia palavras que
indicavam a sua morte, que Ele voltaria para buscar os seus, que Ele estaria
cumprindo a vontade do Pai – morrer para salvar – e que mandaria o Espírito
Santo para habitar no meio de nós depois que Ele voltasse para o lugar de onde
veio, sem falar que o autor sempre narra as palavras em que Jesus diz ser o
filho de Deus, ser o Messias, e que Ele e o Pai eram um só. Tudo isso as
autoridades religiosas e alguns judeus não concordavam o que levou a
perseguirem Jesus procurando o matar.
Contaram com a ajuda de Judas
Iscariotes, um discípulo de Jesus que ouviu suas duras palavras e não o
abandonou como alguns outros, entretanto, Jesus o conhecia no íntimo desde o
princípio. Depois que Judas entregou Jesus, o levaram para ser interrogado, mas
queriam que Ele fosse morto, então foram à autoridade romana, Pilatos, para que
ele autorizasse sua morte, que a princípio protelou, mas logo cedeu à pressão
da multidão. Jesus foi levado ao vitupério saciando assim a vontade do povo e
de Deus.
A maioria das profecias sobre
Jesus se cumpriu. Veio, foi entregue às autoridades humanas, morreu com morte
de cruz, suas vestes foram divididas por sorte entre os soldados romanos e
nenhum de seus ossos se quebrou durante a crucificação entre outras. Jesus
Cristo ao terceiro dia ressuscitou. Depois disto Ele apareceu aos discípulos
ainda três vezes, conversou com eles, os encheu do Espírito Santo, e na última
vez que apareceu a eles chamou a Simão Pedro para iniciar um ministério. João,
o autor deste evangelho, viu, viveu e escreveu estas coisas. No decorrer da
narração dos fatos João referia a si mesmo como o “discípulo a quem Jesus
amava”.
Este evangelho em estudo é de
caráter singular e visa mostrar indubitavelmente que Jesus é Deus, que é o
salvador do mundo, que mandará o Espírito Santo e que voltara para buscar os
que o amam.
Jeovanir Mendonça

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