segunda-feira, 22 de julho de 2013

Resumo do Evangelho Segundo João escreveu

João inicia o livro dando ênfase à natureza Divina de Jesus, e deixa bem claro que Jesus é eterno, que participou da criação do mundo e que desceu do céu para o seu povo, que por sua vez, não o recebeu como aquele a quem esperavam. Ele nos mostra a importância que João Batista teve no início do ministério de Jesus, onde o mesmo testifica que Jesus é aquele que havia de vim ao mundo, o Cristo, e usa expressões convincentes, bem como, “o Cordeiro de Deus”, “o Filho de Deus” e insiste em deixar claro que ele mesmo não o era. Alguns de seus discípulos ao crer em suas palavras resolvem seguir Jesus. Assim, nos primeiros capítulos do livro, vemos claramente a insistência do autor em deixar explícito que Jesus era de fato o Cristo prometido, o Salvador e o filho de Deus.

João escreve-nos que Jesus após começar seu ministério terreno realiza seu primeiro milagre, o qual, só é aludido neste evangelho em questão, que é o milagre de transformar água em vinho, o que foi bem notável aos seus discípulos no tocante a crerem nEle. Após este, João narra vários outros milagres no decorrer da caminhada de Jesus (não todos), os quais, serviram para atrair a atenção do povo e os fazer crer nEle. Além de alguns judeus, Jesus ganha a confiança de muitos samaritanos em virtude do testemunho de uma mulher, que na ocasião ficara maravilhada com suas palavras e com o fato de Ele ter revelado seus feitos. Jesus mostra assim, que a sua pregação se estendia a todos, e não somente aos judeus que o tinham rejeitado, mas também aos gentios.

João também mostra uma situação difícil em que os escribas e fariseus tentaram atribuir culpa em Jesus para que tivessem algo em que condená-lo. Nesta ocasião surpreenderam uma mulher no ato do adultério, e a levaram até Jesus para saber sua opinião; imaginavam tê-lo colocado contra a parede, pois, ninguém tinha autoridade para mandar matar alguém se não Roma, contudo, a lei que os judeus seguiam condenava o adultério com pena de morte por apedrejamento. Tinham a intenção de fazer Jesus entrar em contradição ou com a lei ou com Roma. Jesus então com tamanha sabedoria e serenidade diz algo que surpreende a todos: “Aquele dentre vós que não tem pecado, seja o primeiro a atirar a primeira pedra”. Todos surpreendidos com tais palavras se retiram de sua presença frustrados.

É-nos narrado Jesus ensinando em várias ocasiões, no entanto, muitos não entendiam seus ensinos e suas palavras, alguns as tinham como blasfêmia, outros diziam que Ele estava possesso por demônios. O povo dividia-se em opiniões, alguns creram outros não, mas alguns das autoridades religiosas também creram nEle mas não tinham coragem de o dizer. Grande parte dos seus discípulos deixou de segui-lo, pois achavam suas palavras pesadas demais. João registra em várias passagens Jesus dizendo que aquele que o amava guardaria suas palavras e as praticaria, já o que não o amava nada disso faria o que através desta passagem – onde os discípulos o abandonam – fica bem claro.

Jesus sempre dizia palavras que indicavam a sua morte, que Ele voltaria para buscar os seus, que Ele estaria cumprindo a vontade do Pai – morrer para salvar – e que mandaria o Espírito Santo para habitar no meio de nós depois que Ele voltasse para o lugar de onde veio, sem falar que o autor sempre narra as palavras em que Jesus diz ser o filho de Deus, ser o Messias, e que Ele e o Pai eram um só. Tudo isso as autoridades religiosas e alguns judeus não concordavam o que levou a perseguirem Jesus procurando o matar.

Contaram com a ajuda de Judas Iscariotes, um discípulo de Jesus que ouviu suas duras palavras e não o abandonou como alguns outros, entretanto, Jesus o conhecia no íntimo desde o princípio. Depois que Judas entregou Jesus, o levaram para ser interrogado, mas queriam que Ele fosse morto, então foram à autoridade romana, Pilatos, para que ele autorizasse sua morte, que a princípio protelou, mas logo cedeu à pressão da multidão. Jesus foi levado ao vitupério saciando assim a vontade do povo e de Deus.

A maioria das profecias sobre Jesus se cumpriu. Veio, foi entregue às autoridades humanas, morreu com morte de cruz, suas vestes foram divididas por sorte entre os soldados romanos e nenhum de seus ossos se quebrou durante a crucificação entre outras. Jesus Cristo ao terceiro dia ressuscitou. Depois disto Ele apareceu aos discípulos ainda três vezes, conversou com eles, os encheu do Espírito Santo, e na última vez que apareceu a eles chamou a Simão Pedro para iniciar um ministério. João, o autor deste evangelho, viu, viveu e escreveu estas coisas. No decorrer da narração dos fatos João referia a si mesmo como o “discípulo a quem Jesus amava”.

Este evangelho em estudo é de caráter singular e visa mostrar indubitavelmente que Jesus é Deus, que é o salvador do mundo, que mandará o Espírito Santo e que voltara para buscar os que o amam.


Jeovanir Mendonça

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